domingo, 10 de setembro de 2017

O preço



Qual é o preço do seu amor?
Sem me falir, fale logo.
Qual é o preço do seu amor?

Qual é o preço do seu amor?
Sem reservas, fale o jogo.
Qual é o preço do seu amor?

Os garotos compram carros
para impressionar garotas.
Enquanto elas compram peitos
para impressionar garotos.

Vou te contar uma coisa
de que ninguém é vítima.
Pra essas coisas tão vazias,
eu não dou a mínima.

Qual é o preço do seu amor?
Sem me falir, fale logo.
Qual é o preço do seu amor?

Qual é o preço do seu amor?
Sem reservas, fale o jogo.
Qual é o preço do seu amor?

Relações líquidas eles
brindam a todo instante.
Pega, troca todo mês.
Por que você é diferente?

Quero saber mais e mais,
me conte quem é você.
Perceber a luz que traz
todo o valor em seu ser.

Todo o valor em seu amor.
(...)
Todo o valor em seu amor.
(...)
Todo o valor.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Professional Griefers II (Um texto sangrento para tantos patos e seus tofus de sangue)


Sugestão de música: deadmau5 ft. Gerard Way - Professional Griefers
https://www.youtube.com/watch?v=Hr2Bc5qMhE4 

Luz, câmera e visibilidade para indivíduos invisíveis nas massas esperando pela fama para emoção das multidões. Perverso e mórbido como um cigarro na boca de um modelo sexy, a vitória anunciada por todos e para todos desejarem é um clichê previsível.

“Eu gosto do som das peças destruídas.
Eu gosto das luzes que apontam para onde ela senta. 
Nós temos máquinas, mas as crianças têm Jesus."

Objetos... Subjetividades... Objetificados... Objetivos...

“Deus não pode ouvi-lo, eles lutarão contra você.
Assista-os construir um amigo como você.
Ressaca matutina, X, Y, Z."

Acredito que milhares se matam para ter a beleza de corpos com Photoshop, numa vida zero açúcar com injeções estéticas, proteínas sintéticas, puxar peso, açougue, inserção de derivados do petróleo, costuras no corpo com linhas de última geração provenientes da lã de ovelhas, ser malhado em rede...

"Nós gostamos de dançar, mas a morte vem mais rápido.
Aumente a batida e um explosivo código de barras.
Nós queremos o dinheiro ou os remédios que você procura."

Acredito que milhares se matam para ter milhões na conta em guerras e mercados revolucionários para manter milhares de outros seres humanos conformados numa prisão miserável desejável porque é melhor se comparado com outros ainda mais miseráveis...

“Aumente o controle para o mestre da mixtape.
Autocorreção, dissecação em massa.
Fanboys de Xbox em detenção."

Acredito que milhares se matam para ter a salvação prometida pela Santa Igreja Católica & Cia, legítimas instituições para neuroses, esquizofrenias, paranoias e infernos em vida para todos, incluídos e excluídos, para assim o abuso de psicopatas santificados por uma cartilha literária escrita somente por homens possam submeter os fiéis numa crença sadomasoquista como forma do mais puro amor.

“Autoinfração, destruição em massa.
Programado para a função final.
Rei dos Ratos de Laboratório, equipe de resgate.
Salve-me da próxima vida..."

Diante a tantos cenários estatísticos, é com uma estaca no peito que acredito, de forma estática, no inacreditável.

“Dê-me o som para ver...
Outro mundo lá fora que está cheio de
todas as coisas destruídas que eu fiz."

É impossível gente como eu simplesmente vencer na vida. Porque, se a vitória é esgotar todo o tempo no planeta para escalar com o máximo de sucesso programado nas fases consumíveis de um jogo individual que desmonte o competidor até zerá-lo, desejo a derrota com toda paixão e intensidade de espírito.

“Dê-me apenas uma vida para implorar...
Outro mundo lá fora que está cheio de
todas as coisas terríveis que eu fiz."

Mas com dinheiro, tudo se compra... E quando você chegar aos ideais de perfeição inventados antes do seu nascimento: BOA SORTE.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Vontades despidas e sonhos brancos


Bom para ler ouvindo: Shakira - Pies Descalzos, Sueños Blancos

Eu queria responder que meu motivo para consultar o psicólogo é a ansiedade de se aproximar dos 30 anos. Ele comentava sensibilizado que boa parte das pacientes mulheres atendidas, ultimamente, estão sofrendo por antecipação a crise dos 30. “Elas colocam em si mesmas prazos de validade para atender expectativas externas e, assim, se considerarem felizes e com sucesso. E a desconstrução disso passa por orientações de que a vida é significativa independentemente do estado civil.”

Sabido pelo senso comum, o clichê social é esse mesmo cantado pela colombiana Shakira, 40 anos, que tem dois filhos com o jogador espanhol Gerard Piqué, 30 anos, marido, sim, e sem casamento: “Las mujeres se casan siempre antes de treinta”. Tá, dependendo do desespero da guria, basta o “relacionamento sério” no Facebook com o primeiro que aparecer; arriscar esperanças perdidas com adeptos do poliamor: “vai que ele muda de ideia comigo, amiga”; perder o amor próprio para receber migalhas de afeto. Aí, para que o objetivo estipulado seja realizado no altar, a possibilidade de muitas submissões serem cometidas é alta, ouviremos várias atrocidades “recomendáveis” para ganhar um título de Dona, a esposa.

Minha tia evangélica que o diga. “Mari, que maquiagem de biscate, nenhum homem de família vai querer se envolver contigo!” “Sangue de Jesus tem poder, não é mais virgem!” “A mulher sábia edifica o lar, respeite a autoridade do seu blá blá blá...” Então, com aquela catequização, bate forte uma onda cristã no meu coração. Ih, rimou... Continuando, rs, olho com misericórdia para aquela mulher de fé, lembro de uns dois possíveis noivados caso eu aceitasse as condenações, digo, os pedidos, e o amor guardado a sete chaves por minha tia para seu futuro marido que nunca chegou.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Ele disse

“Para esconder a mim mesmo e à minha riqueza – (...) 
Essa era a mentira da minha compaixão: (...) aprendi a engolir palavras.” 
Friedrich Nietzsche – Assim Falou Zaratustra, p. 183


“A linguagem é expressão do pensamento. Letras são roupas que revestem nossas ideias e são vistas quando vocalizamos ou escrevemos, como faço agora. Não existe exército mais forte que as nossas 26 letras. Quem acredita na imortalidade da alma, seja ela dentro do conhecimento ou da poesia que há em nós, pondera muito nos atos e nas... Palavras. Não se perdem. Mesmo a menor vírgula. O que fazemos ecoa para o sempre. Quem tem esta sensibilidade, sente este saber e o poder que vibra em cada partícula que forma a mensagem. Toda palavra que emitimos tem valor e importância. Aquele que carrega em si as tempestades deve ter a responsabilidade sobre seus raios. Para além de iluminar a escuridão, a luz também queima para o bem ou para o mal. Toda palavra que emitimos é o som do que somos.”

Eu não podendo dizer nada, apenas lia o livro “Autoficção de sete reais”. O silêncio de quem carrega tantas profundezas indizíveis, centenas de camadas de transparências reunidas que torna turva a visão impossível do fundo da superfície das águas que me constituem depois do encontro de dois rios, umas duas vidas passadas antes da civilização ocidental, segundo uma mística graduada numa escola que nunca iniciei, e para o espanto dela e de qualquer um, uma vida durante o Renascimento. Fora as vidas passadas, que devido a capa juvenil e bonita ninguém consegue imaginar mesmo que eu contasse todas as fábulas do mundo, dentro da minha própria vida atual. Por bondade, a luz não se manifesta para não cegar o coração. 





 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Florescência




As flores têm apenas uma escolha de ser. Flor. Não ser é não flor. A consciência exalada é o próprio existir. Sol, terra, água e gás carbônico - 4 elementos necessários para florescer o que for, quando flor. Uma simples forma que desperta o olhar da humanidade. Nossa necessidade em acordar para o essencial. O passado e o futuro são apenas nutrientes para nosso presente. Mas, que nem semente, a certeza convicta nos prende a uma fechada realidade. É preciso força interior para brotar o nosso propósito. Insistir, persistir, resistir até conseguir libertar a potência original dentro de si no tempo finito que temos para existir. O gosto está em quebrar as cascas, flor em ser. Entre a ilusão do "assim seria", escolho a janela do "assim seja".


*Flores no deserto mais árido do mundo, o Atacama. O fenômeno 'deserto de florescência' acontece em cada cinco/sete anos. Mas no ano de 2015, surpreendentemente, ocorreu 2 vezes. Registro inédito na história do Chile.

Jogando muitas emoções em mim


Bom para ler ouvindo:


Mulher pede para outra mulher compactuar com um plano.
Plano: excluir uma terceira de viagem de luluzinhas.
Mulher não compactua, MAS expõe no grupo do zap todo o maquiavélico planejamento.
Autora do plano surta em xingamentos e acusações, irmã da autora se solidariza.
Mulher que não compactua vaza do grupo por decisão própria.
Autora do plano xinga no particular:
"Sua traidora! Personalidade ruim!"
Mulher que não compactua, um dia depois, finaliza:
"Seja responsável por suas escolhas, por suas ações e por sua própria felicidade. Não coloque tudo isso somente no ombro de terceiros."
Autora do plano liga imediatamente para irmã e chora.
Irmã solidariza-se novamente e diz no particular para a outra:
"Sua malvada!"
Mulher que não compactua exclui do Face quem lhe traiu o valor da amizade.


Ponto final.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

7 de setembro - Faltam 23 dias para o fim do mês


Nesta miséria de feriado que nada se tem a comemorar, isto é, uma história deplorável de troca de sujeição submissa do povo brasileiro a um imperador português para outro imperador português, declarei a independência do amor que sinto.

"Te amo, Amor. Te disse isso também no Whats. E, agora, não preciso mais de meras palavras apenas, repetidas por escrito em resposta a uma declaração em pleno feriado. Te amo sem recíprocas. Te amo sem necessidade. Sem tudo e com nada. Sem nada e com tudo. É triste e alegre. É a vida."

Morri sem saber que a guerra, desde o início, estava perdida para o meu lado. Isto é “O Fim”. E, no fim, sempre luto. Nós sempre lutamos. Só para o coração não ficar anêmico e pálido mesmo.

Corte o mal se te faz feliz sem olhar para o espelho


Amor disse uma vez que "Verdade é que nem poesia: e ninguém gosta de poesia".

- Besta, não acredito que você está reproduzindo essa pérola a partir da fala de um filme que você viu na adolescência!

E ríamos também da coincidência do destino profissional que escolhi para mim. A verdade é questão de perspectiva. Análise crítica. A poesia é questão de sensibilidade. Criação de Arte. Se for belo e bom dependerá da autêntica consciência individual-coletiva. Transcendência.

Olhei para o espelho. Imaginei a gente. Aff, que caras de bobas alegres. Minha e sua. Lógico. Uma foto feliz. Presente. Vida. Real. Mas a superfície do espelho não me permite imaginação. Estou diante da minha reflexão e somente minha imagem agora te faz mal, me contaram. Um Mar Vermelho como ironia amarga justo a quem mais procurei ser pudim. Sozinha numa tarefa hercúlea de felicidade que não dependia só de mim.

Esta é a verdade. Nesse lado angélico da força, por livre e própria vontade, caí fora. É de cortar o coração, mas de intenções de amor, o inferno está cheio. No paraíso criado pelos homens, os escolhidos são poucos e o predileto é apenas um. Um privilegiado que não percebe a posição de privilégio, justificando-se ainda que se trata de amor meritocrático.

Por isso, o merecido amor é só para quem nos conquista. E para quem luta e não conquista, a derrota frustrante. Todos merecem ser amados, mas alguns conquistam, outros não. Para tristeza de quem mais amo... Por isso, caí fora. Gostando ou não, essa é a poesia em estado mais puro de verdade.

A duras penas, apenas sinta se puder olhar para si mesmo. O essencial.

Bilhete de um pedinte no Terminal Isidória

“A felicidade não exclui o sofrimento, porque ele é inevitável. Mas a forma como enfrentamos o sofrimento pode fazer toda a diferença para uma vida mais significativa e feliz.”

Queria ajudar aquele rapaz, queria tirar foto daquela mensagem. Ao perceber o que cativou no meus olhos, ele disse sorrindo:

- Pode ficar com o papel, moça.
 
Até hoje guardo o que pedi no pequeno espaço reservado para celular na bolsa vermelha usada que ganhei da minha tia.

Alguma coisa


Testando... Então, espero que estas borboletas fiquem gravadas a cada voo violeta. Que minha voz seja melhor que a escrita fonética dos meus pensamentos. É difícil competir, agora, com a Aurora cantando “I went too far”, no Spotify. Mas uma hora a música acaba e se torna silêncio...

E o silêncio está tão branco na minha mente que tenho que aproveitar o momento e continuar a quebrar todas as lembranças cinzas. Como forma de respeito, vou jogar nossas cinzas na terra úmida. Quem sabe adube alguma flor do campo ou capim para os cavalos...

Era isso que eu temia, um monte de medos desenfreados, correndo sem parar e para algum lugar que não sei onde. Impeço com o corpo, dando um beliscão no braço, que tudo isso chegue em sua casa...

O meu papel foi executado. Talvez, por isso, a dificuldade de escrever. Só me resta inventar novos movimentos para outra dança e seguir o ritmo das batidas do meu coração...

Até que é bom o sabor quente de esperança na boca. Alguma coisa mudou. O sonho ganhou asas.

Música para cego ver

Ei, anjo, para que salve a si mesmo e o fígado afogado nas ressacas, para que plante alguma felicidade frutífera, deixei algumas “Notas mudas de amor amargo” em cima da sua mesa do escritório.

Notas mudas de amor amargo

Que fique rouco com sua frieza calculada, que estoure as cordas vocais depois de gritar por dias e dias o quanto me odeia em silêncio, que engula todos os corpos abatidos com gemidos furiosos e que depois, já cansado demais de lutar contra si mesmo, assovie de forma bem serena, confessando baixinho, em segredo, que é para ninguém ouvir o ruído do seu remorso, o insuportável peso de se carregar sozinho a beleza que, apesar das inúmeras tentativas para assassinar, insiste em existir na alma. Porque, para você, já toquei o “foda-se”.

De improviso, risos.

Sensível ao toque


Em vez de mudar a si mesmo, quebrou o espelho. Nunca mais teve que refletir a própria imagem. Sua superfície para sempre visível e intransponível.

Felicidade gratuita


Para alcançar um sonho, mais de um preço será pago. Esteja certo disso. Com ou sem êxito. E a felicidade, mesmo assim, pode ficar lhe devendo. Até porque como se calcula o imensurável? Felicidade não tem preço... Seu sorriso me lembra isso.

Para sempre na Friendzone

- Não curti seu cabelo curto. Prefiro você com cabelo longo. Era ainda mais linda.
- Foda-se. Quem tem que gostar do meu cabelo sou eu, não você.
- kkkkkkkkkk Já esperava por uma resposta assim.

Apenas engula seus remédios matinais

Eu sei que poderia ter muito mais desta vida. Mais isso, mais aquilo. Ouço isso diariamente. Mas não vou fazer como sua mãe e não ser a bela verdade que habita em meu ser, por mais insana que possa parecer. Ou seja, não vou me matar, ainda mais por excessos.

Corte Retrô


24 de maio. Feriado em Goiânia. Expediente em Aparecida de Goiânia. Aproveitando a folga católica, digo, a comemoração do dia de Nossa Senhora Auxiliadora, fui oferecer quatro dedos de cabelos ao chão (a Oxum? [shuashuashuas] - Mas deixando a brincadeira do trocadalho à parte, se a divindade quiser trabalhar a meu favor também: maravilha! rs).

Cortado os cabelos no salão, toda feliz com a leveza e novo design dos fios, uma senhora bem senhora que estava pintando os cabelos enormes ao lado, não resistiu, e com olhos e lábios sorridentes me disse: "Que linda, minha filha! Parece até atriz de novela!".

Nossa!, fiquei feliz com o elogio daquela mulher que conhecia, de relance, pela primeira vez. E ela complementou as graças espontâneas: "Sabe aquela novela de época da Record? Tem uma mocinha..." Eu sorria para a mulher, mas não conseguia ouvir mais nada. "Novela de época da Record": e me passava pela mente um monte de narrativas bíblicas. Era só isso que conseguia imaginar.

27 de maio. Ontem, sábado. Já embalada pelo almoço de aniversário do meu irmão, toda serelepe e feliz para variar, aceitei o convite para festar com ele e a galera dele. Pecuária... Sertanejo... Onde estava com a cabeça, oh, céus? Levemente meio alta, no mínimo.

Já na maior feira de agronegócios do Estado de Goiás, caminhando numa rua especialmente fechada para chegar ao evento, lotada de gente para todos os lados, carros estacionados pelo meio, prestes a ouvir uma dupla que não sabia nenhuma música, uns tais de Henrique e Juliano, veio a primeira cantada da noite: "Oieeee, Dalila! Vem cortar minhas energias. Prazer, Sansão!".

A capacidade para a tosquice, de fato, não pode ser subestimada. Tentei ignorar, porém, virei o rosto já mentalizando para o canalha um "Vade retro, satanás!". E o rapaz, na hora, começou a rir da própria infelicidade. Se o terceiro comentário com referência à cultura cristã aparecer, Jesus, vou ter que tomar banho de sal grosso.

Depoimento público

Ser muito mais que um objeto sexual atraente, passivo, submisso, dependente, frágil, que, numa performance de poder e dominação, se silencia e/ou é silenciado para não entrar em confronto com a voz masculina. Essa é a luta diária de milhares de mulheres para realizarem sua própria representação no mundo enquanto sujeitos, protagonistas e narradoras da sua própria história. Verdadeiras amazonas.

Só depois de muito tempo descobri a história da minha verdadeira origem. Uma vibração oscilante entre o azul e o vermelho em pleno violeta. Não nasci doente, mas a mente foi corrompida pelo estresse psicológico e emocional dessa época convencionada como pós-moderna. Tinha 17 anos, iria prestar vestibular pela primeira vez. Apesar da fama de nerd, sempre que anunciava na rádio uma rave, eu ia como válvula de escape. O que funcionava muito bem.

Minha casa, minha luta... E não era culpa do meu pai, pelo contrário, era minha mãe desequilibrada, ansiosa, perfeccionista, falsa moralista... Eu nem imaginava que meu pai tinha que suportar tanta coisa, não mais pela vida conjugal, mas para o bem dos filhos, para nossa formação psicológica, emocional e material, já que ele bancava tudo sozinho. Mas eu, na época, por achar que minha mãe estava em desvantagem, por ela sempre me pedir defesa, atacava meu próprio pai... Complicado. Só que ainda o ponto de virada não estava aí.

Minha mãe me revelou que meu pai não era meu pai biológico aos 17 anos também. Não, não é ainda esse ponto que surto. rs Em julho de 2007, eu absorvi muitas coisas ruins e desnecessárias ao viajar para a casa da minha vó. Tia injuriando minha mãe, outra parente roubando tudo de outra parente para comprar cerveja, eu tinha que ler no banheiro se quisesse algum espaço, fora o caos aéreo ao retornarmos para casa.

Aí, mamãe deu o bote: aproveitando que eu estava em Brasília não muito bem psicologicamente, me fez ver logo quem eu não queria naquele momento, o pai biológico. Ela fez isso, dizendo ela, para mostrar-me mal para ele e provocar o sentimento de culpa que nunca apareceu por tê-la largado grávida. Mas ela não revela que ao estar grávida, o chefe dela, que estava em divórcio, assumiu a paternidade de outro para si. Não contou que eu estava mal pela péssima viagem na casa da minha vó. Não contou que ela até hoje sofre por esta frustração de amor. Não era por mim, ela fez isso pelo reencontro com aquele que a abandonou. Foi demais para mim.

Algo quente subiu dos meus pés até o topo da cabeça. Dizendo o mestre yoga da minha mãe isso foi a kundalini, que traz sérias consequências a quem desperta de forma leiga. Meu pai do coração, místico, entendeu como um desarranjo de chacras, já que minha vibração de aura ficou suja com aquele estranho vermelho. O plantonista disse que era escarlatina. O primeiro psiquiatra deu o diagnóstico de boderline. Mas o segundo e o terceiro de bipolar. O diagnóstico de bipolar venceu. rs

Mesmo com obstáculos difíceis nesta autoconstrução enquanto indivíduo, meu pai foi o maior herói. Um exemplo de que homens podem ser, sim, fortes aliados para o empoderamento feminino. Sua aceitação a quem eu sou, mesmo fugindo de muitas convenções de gênero desde pequena. O estímulo ao meu desenvolvimento intelectual, expressivo, artístico, de autoestima, humano. Seu amor incondicional.

Quem me conhece nem imagina que já tive esse diagnóstico, e quem sabe nunca me enxergou assim. Vai ver por causa da constante estabilidade conseguida com muito exercício de flexibilidade. Vai ver porque o psiquiatra disse que minha mente está "compensada", ou seja, com a neuroquímica em dias mesmo há mais de cinco anos sem nenhum remédio.

Fui tantas e tantas vezes além dos limites psicológicos, suportei muita coisa insuportável, que constitui quem eu sou a superação da dor dilacerante do meu antigo eu, a sensibilidade de amar sem atacar e muito menos defender. Se isso é força, não sei. Abracei a intensidade e nova vibração do meu espírito, meu escudo e minha espada. E com o profundo amor ofertado e recebido: vim, vi, venci.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Depois do Carnaval, as Cinzas

- Mari, voltei a namorar! Ele tem 38 anos, mas acho que ele não vai querer casar... Homens dessa idade não costumam querer isso.
- Idade, por si só, não quer dizer nada.
- Então, ontem, no Dia dos Namorados, eu fui firme e não liguei para ele. Mas quando deu 10 horas da noite, certinho, ele ligou para mim! Isso quer dizer que ele tem interesse em mim, né?
- Isso também não quer dizer nada. Você não ligou para ele, mas já estava bastante interessada. Só esperando a ligação.
- É verdade...

No Centro, o ônibus para voltar para casa ainda não chegava. Cansada, por inércia, a única saída foi ouvir paz, tranquilidade e morada. Sem maquiagem para não derreter no Sol.

Real?

"Essas selfies não nos mostram quem realmente você é.
Ganhe "likes", "likes", "likes"... Sim, mas quantas pessoas amam você?
Todos barulhos apenas sem sentido."

Durante a apresentação, o cantor japonês ouve sua plateia gritar: "Miyaviii!!!". hehehe

Ghost Of You

"Sempre que eu tô bêbado, eu falo: melhor namorada Ever!"
Às 7h28 da manhã, 18 de junho de 2017

Abre trilha sonora.

(Christine)
Aqueles que viram sua face
recuam com medo.
Eu sou a máscara que você usa...

(Fantasma)
Sou eu que eles ouvem!

The Phantom of the Opera - Sarah Brightman e Antonio Banderas
https://m.youtube.com/watch?v=5BygPbCb4a4

Fecha trilha sonora.

"Aí, sóbrio, você lembra que sou sua ex... shuahshuahsua"
Às 11h09 da manhã

Polyana e Guilherme S2

Li no banheiro do Buriti Shopping.

"Vocês são pobres."

Abaixo, uma pobre de espírito escreveu essa mensagem merecedora de descarga.

Seu amado pode não ter lido, nem saber que você existe, vai ver, rs, mas eu li, Polyana, sua declaração tímida de amor. E lhe desejo felicidade, como eu desejei a um casal adolescente no ponto de ônibus depois de observar o jovem rapaz acalmar os choros da amada. Lógico que fiz um coraçãozinho com as mãos para os dois, o que causou risos de ambos. "Ah, se ela soubesse o que fiz você passar agora à pouco", a moça comentava baixinho para o moço, que, num sorriso complacente, demonstrava o perdão, outra face do amor.

Nos tempos de vida em rede, compartilhamos a felicidade para quem ver?

Se ama seu filho/a, por que não brinca com ele/a, em vez de postar essa foto e largá-lo depois na televisão e ficar no seu Whatsapp? Se ama sua namorada/o, por que não apenas a/o beija, aproveita o momento com ela/o, em vez de posar para a foto e ainda vir com convites no particular para outras/os? Por que essas fotos de bar em bar se queria minha presença?

Uma garota terminava a maquiagem e logo em seguida batia uma selfie, me olhando mal por estragar seu cenário fotográfico. Eu estava apenas terminando de lavar as minhas mãos.

Observações Circulares

“- Qual seu maior medo?
- Potencial não concretizado.”

“Compartilhar é se importar!”
(Palavras de um slogan. Quem se importa... rs)

“Apesar de toda essa tecnologia, ela não foi capaz de diminuir nosso distanciamento.”

Obs.: Prefiro “Black Mirror” que esse insosso filme ensaio sobre tecnologias digitais, "O Círculo", contracenado por Emma Watson e Tom Hanks.

Obs. 2: Minha mãe pediu para eu tirar uma selfie nossa para ela compartilhar no Whatsapp. Impossível para mim recusar o vivenciamento dessa linda bolha metanarrativa!

Obs. 3: Como é positiva essa ditadura sistemática da felicidade e transparência em tempo real, o tempo todo. Para todos e para ninguém. :)

Depois de 3 observações, dou-me direito à abertura do anime "Serial Experiments Lain", com a música "Duvet", do grupo inglês BoA. (A você que lê isso até agora, impressionada com sua paciência, parabéns! shuahuashua)

https://www.youtube.com/watch?v=79MN_w0VMPE

Obs. 4: Escrevo para não esquecer. Com a transparência de quem encara a própria consciência. Um ponto ao que me agarrar. Um diário despudorado, que seja. Mesmo que a imagem possa se estilhaçar nas projeções que fazem a mim, e nas próprias projeções que tenho dos outros e até de mim mesma, rs, o que abala qualquer ideal do marketing pessoal doutrinado pelos coachs, recurso humanos e afins, ah, eu não estou afim de jogar o jogo. Essas regras objetivas são muito chatas e previsíveis, é preciso. A subjetividade, a arte, não é preciso. Pode ser uma psicose, talvez, mas eu prefiro sentir a realidade. É simples, viver a verdade da vida com toda sua intensidade e singularidade me faz ser dona de mim; se eu fizer o contrário, serei atriz, uma irrealidade do que sou por dentro. Escrever assim me fará, mais tarde, ter um lembrete de quem fui. Mas o que se é continua sendo... Ler outros e outros para interiorizar seus universos e expandir-me por torná-los meus por extensão. (Você, que ainda me lê, obrigada por sua existência!) E na memória, a revelação de todas as fotografias significantes da vida.

Liberte-seeee!


Desperta um pouco mais cedo que o habitual, uma voz inconsciente voltou para repetir a canção, mas sempre as feições dos personagens mudam. Na primeira vez, ela era uma simpática senhora de cabelos brancos e lenço vermelho na cabeça, a vi duas noites seguidas quando tinha meus... Nem lembro a idade mais, para ser sincera, mas acho que foi na adolescência. E a segunda vez, até agora, foi semana passada. Uma mulher com cabelos compridos e negros numa trança de lado, o velho e habitual lenço vermelho. Ciganas.

"A graça da revelação é o amor", a mulher dos meus sonhos me disse rindo. Mas tirar as cartas para mim, que é bom, nada. Tá fácil serviço de graça nessa crise... Foi então, silenciosamente, que me revelei!

Virtuosidade virtual

É uma pessoa, realmente, linda. Com mais de 3 mil amigos. 6 em comum comigo. Quase 1 mil seguidores. CCC - Cutucou, Curtiu e Compartilhou um roubartilhamento meu. Mas não consigo perceber alguma relação real desse indivíduo comigo. Não aceitei a solicitação de amizade.

"- Lara, o que é o amor?
- Amor é quando alguém te dá coxinha.
(Lara, 7 anos)"

Compartilhar isso umas 14 vezes na própria TL é um pedido de socorro por afeto. Será que ninguém das centenas e centenas das pessoas da sua rede não percebem isso? Que droga! Dói muito eu chegar agora em casa e não poder, realmente, te abraçar...

Muito obrigada, menina!


Disse a atendente antes séria e blasé, depois linda e simpática após eu pagar pelo "café vienense" - que tem gosto de café gelado para mim. Entre o intervalo de ouvi-la até responde-la, pensei:

"Como posso ainda ser menina? Doei, aos 13 anos, todas as minhas bonecas, incluindo as Susis - fazia boicote às Barbies, para as crianças da Casa de Apoio São Luiz, entidade que oferece apoio às pessoas em tratamento contra o câncer e que o cantor Leonardo ajuda a manter. Como posso ainda ser menina? Voto desde os 16 anos, tirei a carteira de motorista - apesar de não dirigir mais após o teste de aprovação, shuashuashua, mostro sempre minha identidade para entrar no Metropolis Pub, pago contas, procuro emprego, sonho com um romance feliz... Como posso?"

Foi, então, que respondi à moça:

- De nada! (risos)

Dei o tom adulto que faltava. Minha voz de personagem de anime.

Senhorita Sumida


Bom para ler ouvindo: Vanessa Rangel - Palpite
https://www.youtube.com/watch?v=7Gw-75_J4zc 

- Nem fala mais cmg...

Essa foi a melhor tentativa dele de quebrar o gelo, sem perder a pose clássica de inverno. Tão mais interessante dizer “tô com saudades de você debaixo do meu cobertor”. Tá, exagerei para caramba. É que desde adolescente gosto de cantar “Palpite”, da Vanessa Rangel. Nem poderia imaginar o presságio na pele do que eu cantava só para tentar arrancar fácil uma nota 100 no karaokê com cara de leãozinho na tela. Enfim, só quero ilustrar que cantar “saudades” é musical, poético, bonito. Não essa porcaria de “nem fala mais cmg”.

Nunca gostei de homem sem coragem, que não sabe assumir os riscos das próprias vontades, que joga isca, querendo ser pescado. Ou vai, ou fica, não sou simpática a meio termos, meias intenções. De meias, já bastam as violetas com listras brancas que estão nos meus pés, esquentando o caminho e a caminhada.

- Jesus, que frio tá fazendo...

Por favor, não! Vá para o inferno também com sua conversa fiada sobre o tempo, como se isso fosse a novidade mais interessante para se contar entre dois velhos desconhecidos. Se pensa em mim e ainda me procura no improvável, no sabor do desconhecido e/ou no gosto agridoce de alguma lembrança, seja sincero e por inteiro nessa busca que você inventou para si mesmo.

Enquanto você continua a representar os mesmos clichês de cena, o fogo intenso e infinito enquanto eterno que tenho para amar cada vez mais e mais ganha forma e conteúdo no espírito livre do meu corpo apresentado ao mundo em linhas, entrelinhas e emaranhados. O mais lindo e desejado sonho para o sonhador que pouco a pouco se queima, transformando em cinzas seu precioso ego. Para quê? Para nada.

- Conversasse comigo antes e estaríamos trocando algumas palavras tranquilamente.

Depois de tantas poesias que não escrevi por falta de palavras, lá se vai mais um rascunho de projeto de romance, morto antes de sequer ser concebido e provado, expresso por uma besta lagriminha virtual do incauto. Tirando os avisos habituais: “O inverno está chegando”, nem esquento. Quando se aprecia o espetáculo da primavera, o encanto da última temporada é sempre uma primeira vez. Permanência, chegaremos lá logo, logo. ^^

sábado, 17 de junho de 2017

Minha Primeira Vez

Bom para ler ouvindo: Miyavi - Girls, be ambitious
https://www.youtube.com/watch?v=Dc7TN2Oe4lk

Uma prima tão noob quanto eu. Pedro Afonso, julho de 2007. Mas na teoria ela era sensacional, tinha até lido “O Doce Veneno do Escorpião”, da Surfistinha.

- Mari, na hora H, se você fizer o que eu te falei, você vai ser foda para caralho.
- Sério, A*?
- Veeeey, é sabedoria atestada por uma puta!

Outra lembrança com ela foi assistir TV na casa dela, em Palmas. MTV pela primeira vez, já que não tinha televisão a cabo. Em um videoclipe chamado “Helena”, conhecia também pela primeira vez a beleza sombria e de uma loucura iluminada que me encantava, mesmo, mais tarde, descobrindo que o vocalista era considerado uns dos 20 roqueiros mais feios de “todos os tempos”. Foda-se, a revistinha adolescente não me pesquisou.

Minha prima também estava se fodendo para a minha paixão que se formava entre sons, imagens e conexão artística-espiritual. Ficava mudando a porra do canal para a novela “Malhação”. Mas quando uma loira tão parecida com outras loiras atuais do pop de hoje apareceu na MTV com “Beat of my heart”, já não bastasse a tela de vidro, essa jovem ficava vidrada. Cantava junto e eu achava tão idiota ter que assistir aquela encenação de inocência com tantas doses e poses de sexualidade implícita.

Muito tempo se passou para que pudéssemos mudar aquele estágio zerado de conhecimento empírico. Livrei o pedaço de carne lacrado com meu melhor amigo, já que o rapaz mais velho que eu amava platonicamente, sem desejo, mas com admiração, não curtia mulher virgem. Tudo para anos e anos mais tarde eu desprezar o amor e desejo dele por mim, com beijo nunca dado e otras cositas más. rs

Minha prima, indo para um retiro espiritual, em sua busca incessante por Deus e evangelização, de carona no carro de um casal e seus dois filhos pequenos, foi a única vencedora de um prêmio implacável. Morreu na mesma estrada que causou o acidente do sertanejo Pedro, filho do Leonardo. E feito o videoclipe que ela detestava e eu ainda gosto, o verso “We are the very hurt you sold” ilustrava muito bem seu velório emocionante e lotado de gente, segundo relatos da minha mãe, já que fiquei em Goiânia.

O pastor lembrou o quanto ela tinha urgência nas coisas, na vida, queria tudo “para ontem”. Seus três fãs evangélicos, intocados por caprichos dela, não seguraram a desolação. Nem meu tio, seu pai, porque ela se despedia da vida nessa celebração fúnebre sem sequer saber o sabor de um beijo na boca.

Espero que minha saudade por você, A*, não seja interpretada como amor homoafetivo, apesar das lembranças inocentes de banhos no chuveiro que ainda guardo. Uma outra primeira vez minha de ambos corpos nus num mesmo compartimento. Eu sei que não era a sua, porque você fazia isso com naturalidade com outra prima, sua irmã mais nova. Era estranho para mim, mas como minha mãe falou que isso entre primas era habitual no Norte, tá, né, fui ver de qual que é.

Nossa, tudo faz sentido agora! Por isso, sua irmã se ferrava com meu tio que não aceitava a expressão da sexualidade dela ao dar uns beijinhos por aí em alguns rapazes. E só você era a santa, casta, pura, e, por isso, adorada por ele, já que não fazia essa “pouca vergonha”. Por que não me falou antes com todas as palavras a poesia inscrita em seu olhar que nunca consegui ler? Sem paixão e nenhum desejo, por amor, eu lhe beijaria para lhe acordar dessa sua ilusão, Bela Adormecida.

“Come on angel, don't you cry”. Outro verso sussurrado na voz do Way que posso cantar para você, já que não tenho habilidade para fazer psicografia.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Autoficção crônica e poética do abandono


Bom para ler ouvindo: Billy Idol - Rebel Yell


É tudo pessoal, sim. Rabiscando nessas paredes imaginárias e reais significados elétricos, diários etéreos que entenderei o sentido daqui alguns poucos meses. “Talvez tenha chegado a hora”, um velho amigo me disse. Bato as mãos, inquietamente, sobre as pernas. Está tão cedo, mas o Sol ainda é plena escuridão.

Olho meu mapa numerológico que eu mesma aprendi a fazer. Segredos universais divulgados, uma pontada no lado direito do peito. Venho quebrar o silêncio com mais silêncios. Por isso, escrevo e escrevo. “Este é seu desafio por toda a vida”, disse 3 vezes a terapeuta holística para que eu não caísse em negação e brigou comigo por não presenteá-la com um livro. Rude, não compreendia o valor das palavras. E toda a gratuidade também tem um preço.

Hoje apaguei vários substantivos próprios de uma mesma raiz de palavras porque sem verbo não há oração. Escrevi poemas e os apaguei para que a poesia vivesse na memória. Sou sua saudade, ausência, distância porque apaguei o caminho que levava seu espírito orgulhoso à minha casa. Sou sua admiração porque ao apagar a luz você teve que contemplar sua própria sombra cinza projetada no espelho. Sou seu maior amor depois de apagado seu Eu em mim.

“Nada pessoal, abandonei sua mãe porque sabia que ela ia ficar bem.” Por escolha própria, o destino se revolta para a sorte lançada antes do meu nascimento. Às vezes, nascemos com tantas partes sacrificadas não por nossa culpa. Com veias entupidas de um sexagenário passado saturado, ele passa os dias num hospital à espera de uma cirurgia que possa salvá-lo.

Passou por várias mulheres como se elas fossem seus objetos e, abjetamente, as descartava depois de usadas. Mesmo que use as mesmas palavras vazias de amor para todas, nenhuma visita online. O quarto vazio, luta cheia de dor pela sobrevivência que não é vida. E todas as partes sacrificadas em mim foram despertadas ainda na mais pura infância para a expansão espiritual que carrego nos dedos. Está tão cedo para o Sol ser plena iluminação.

"Você tem que ser rápida." Chegou a hora inevitável. De violeta, o céu se embriaga para brindar o renascimento. “Se não há culpa, perdoe-se.” Pois é, o preço a pagar. A salvação de Deus manifesta. A filha abandonou o pai aos seus piores demônios interiores.

sábado, 13 de maio de 2017

Semiótica poética



Flashes vão passando pela pele
Era para eu ver ofuscante
ou para ser vista brilhante?

Design projetado para antes de nascer
Bits unidos com todos os bugs propositais
Programa beatnik instalado com sucesso
Acidentalmente, meu/seu coração
B-eat! B-eat! B-eat!

33 metáforas abertas simultaneamente
Experiências, vivências, memórias, existências
Enxurrada de informações
Não temos muito tempo para analisar

Respiração
Expiração
(Ins)piração
Mandala de mantra colorido
Formas de puras intensidades
e transparentes vontades

Raios atravessam o espaço
de composição do (uni)verso
por um Word em ação
Voilà, um arco íris sintético!
Como síntese do transcendental

Imagens vão sendo processadas
Se isso for algo significante
Legende o meu/seu signo
Se for capaz, o significado
em uma mensagem
Apagou-se.

...

Agora tudo faz sentido.