terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O livro que é uma viagem: “Poesia Estradeira”


Entramos em 2017 e, neste momento que se apresenta como um novo ciclo, muitos de nós fazemos promessas, lista de desejos, planos de um futuro melhor. E, com toda essa esperança depositada num ano que se transforma não por causa de alguma numerologia ou coisa do tipo, mas pela ação dos indivíduos, leio num site a seguinte dica: “Se desafie a fazer algo diferente”. Com este tipo de inspiração, o coração se sensibilizou ainda mais com os versos, interpretados como um chamado à aventura, do livro “Poesia Estradeira” (Editora Thesaurus, 2016) do poeta e contista mineiro Glauber Vieira Ferreira.

O escritor, nascido em Varginha (MG), e residente em Brasília desde a infância, já é um iniciado das letras. Ele tem participação em vinte antologias literárias e é vencedor do VII Prêmio Barueri de Literatura; foi selecionado nos concursos Poesia nos Ônibus, organizado pelas prefeituras gaúchas de Santa Rosa e Gravataí; e também no Pão e Poesia, de Blumenau, Santa Catarina. Além disso, o livro “Mosaicos” (Editora Penalux, 2015) foi o primeiro livro publicado de Glauber, que tem 93 minicontos, mesclados entre o humor leve, descontraído, e às densas reflexões. 

É com esta personalidade, refletida em seu estilo literário, que o poeta mineiro Glauber Vieira Ferreira manifesta-se de maneira sensível, bela e autêntica o olhar de quem enxerga tanto o que está lá fora, quanto o que está cá dentro em sentido figurado e também literal. Sim, o livro presenteia o leitor com poemas que nos faz sentir as impressões dos lugares visitados ou imaginados pelo poeta e com fotografias plenas de poesia.

Podemos apreciar “A Isla Negra de Neruda”, “Amazônia”, “Barreirinhas”, “Cabo da Roca”, “Cuba”, “Fernando de Noronha”, “Maceió”, “Sertão”, “Vale da Lua”, “Marte?”, dentre outros poemas e fotografias. Mesmo diante de belezas naturais e riquezas humanas, Glauber é igualmente atento às realidades sociais, denunciando as barreiras, muros e divisões geopolíticas suscitadas pelas guerras e ideologias, além da marginalização do próprio ser humano.

Em seu posfácio, o escritor nos declara abertamente: “A vida de todo ser humano pode ser marcada por um ponto em um mapa. A partir dali, cada pessoa toma caminhos diversos e certamente passará por estradas que se cruzam, trilhas, veredas, curvas de noventa graus, becos que não darão em lugar algum, planaltos seguros e precipícios perigosos. Muitas serão as oportunidades de mudar da solidão para a multidão.” E com esta reflexão íntima expressa em “Poesia Estradeira”, o poeta deixa claro o seu papel na vida do leitor, de ser aquele companheiro amigo enquanto durar a viagem, ou em outras palavras, a leitura.

São agradáveis todas essas paisagens, passadas aos sentidos e às sensações, proporcionadas pelos poemas e fotografias de Glauber Vieira Ferreira. E, neste passeio marcante, destaco um trecho do poema “Barreirinhas”, nome de um município do Estado do Maranhão “coberto” pelos Lençóis Maranhenses:

“E antes de se refrescar
um desafio: encare a caminhada
como um simbolismo
da jornada de um homem pela vida
até o seu melhor”.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

TROJAN


Trotando, sigo trotando
O caminho está à frente
em cada passo firmado
Continue, sempre enfrente

Estadia, estágio, o que for
O inferno é preciso
Esteja hábil, por favor.
Para chegar ao paraíso

Cavalo de Tróia
Rumo à vitória!
Cavalo de Tróia
Rumo à vitória!

Sem se sabotar

Deixe a guerra desejada
À moda mitológica
E seja o ponto de virada
Para a paz estratégica

Rumo à vitória
O amor nos espera!
Rumo à vitória
O amor nos espera!

Sem se sabotar

domingo, 13 de novembro de 2016

Humano pós-moderno



Troca
Encontro por conectividade
Viagem por navegação
Vivência por foto digital
Intimidade por compartilhamento com seguidores

Assim
O pitaco de boteco vira opinião de especialista
A luta ideológica vira posicionamento textual
O debate, uma gritaria autista
E os amigos indicativo quantitativo de popularidade

A quem importa? Quem se exporta?
A vida privada é realmente privada.

(Aí, toma meu like...)

Marielle Alves account's is desatived. Her big data was arquived in any cloud. Free system. 


15:31
9/11/2016

*Ilustração: Jean Jullien

Amor, aquele analfabeto


"A todo amor que já morreu, flores."
(Marielle Alves)


Te amar é um movimento involuntário constante
E nada pode apagar este meu sentir
A não ser a falta de vida, somente.

13:58
9/11/2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

No céu de New Horizont


Folha samba cidade
no segundo céu lá lançada.
Bússola balança vibrante
o belo horizonte.

Poesia faz a felicidade
com mil letras dobradas.
É tão leve, suave a sensação.
Vai rasgar e abrir verão.

Sonho do seu segundo
lá no amanhã amanhecido.
Lar do amanhã, amanhecidos
Sonhos do nosso segundo.

Voo quente, doce luau
e poesia sem ponto final

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AI-CAIS NO CÉU DE NEW HORIZONT (2ª versão)

Lá lançada
folha samba cidade
No segundo céu

Vibrante, belo
a bússola balança
O horizonte

Letras dobradas
fazem felicidade
Poesia mil

Tão leve, suave
a sensação vai rasgar
E abrir verão

Lá no amanhã
sonho do seu segundo
Amanhecido

Amanhecidos
sonhos do seu segundo
Lar do amanhã

Luau e poesia
voo quente, doce, breve
sem ponto final

Felicidade
com mil letras dobradas
faz a poesia