sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Pregos para a vida eterna, injeções para a vida inteira


            – Mamãe, sinto que um dos motivos para eu vir ao mundo é porque sabia que aquele óvulo era seu. E por saber, de dentro do meu genitor, o quanto ele era escroto, eu, instintivamente, procurei vencer a corrida para destrui-lo a partir da minha concepção.           
            Ao falar isso numa tarde ensolarada e amena de sábado, minha mãe, mesmo sendo aquariana, não aguentou o vanguardismo da viagem que eu narrava, arregalando os olhos na hora. Um misto de terror e horror. Ela nunca falou um “a” mal de Carlos Eugênio, para meu azar, só elogios, que ele era muito inteligente, sociável, articulado, educado, ótimo astral, sedutor, bonito, sensível, empreendedor, arrojado. Para piorar o cenário, disse anos atrás da minha revelação ontológica, que ele foi o amor da vida dela.
O capricorniano me conheceu com 6 meses de vida e mesmo minha mãe me enfeitando toda para ser a bebê mais digna de comercial da Pampers, ele não reconheceu a paternidade, nunca a ajudando nem com o dinheiro das minhas papinhas. Certeza que eu o olhei, já nenê, com tanto desprezo que, sorrindo angelicalmente, eu lembro de ter mentalizando numa frequência muito sutil e poderosa:
– Fique com suas raparigas, trouxa! Torre seu dinheiro com elas como se não houvesse amanhã, porque elas logo irão desaparecer. Engravide outra novinha, tenha um Júnior que te despreze com muito mais intensidade ainda que eu. Ele irá te ferrar, dando até PT no seu carro mais caro, se envolvendo com torcida organizada, parando em delegacias, porque você não sabe educar, só sabe trepar e engravidar. E depois de você ter gastado uma fortuna com a faculdade dele de Direito, ele vai se formar para decidir ser pastor. O que explica porque ele te perdoará e amará a ponto do filho ser pai do próprio pai. Se a mãe dele é macumbeira como você me dirá no futuro, eu não sei, porque você, doador de espermas, é tão encruzilhada que para não dividir os bens com ela, colocará tudo no nome do seu advogado que vai te tombar de vez para sua pobreza material combinar com sua espiritual.
Para minha sorte, já na barriga da minha mãe, dando o meu melhor para aprender com ela nas aulas da Faculdade de Letras, da UFG, o chefe dela, um arquiteto taurino muito foda, quis ser meu papai. Aí, sim, eu dei valor! E vi que aquilo tudo era proposital: a conexão que eu tenho com meu pai é surreal. Depois de ser despejado da própria casa pelos filhos do primeiro casamento; mamãe, eu e meu irmão mais novo ouvíamos, com frequência, ele afirmar convicto durante as refeições familiares:
– Vocês são minha verdadeira família.
Talvez, Otalves foi meu criador em outra vida, iniciando-me, quem sabe, nos mistérios da senda cósmica nos tempos e templos do Antigo Egito. Sou sua única filha de 8, nesta vida, a acompanhar seus passos místicos, mesmo que ele tenha me confessado que eu já era avançada demais até para ele do último grau da Ordem, exercendo, na época, a função de tipo um padre dos rituais, um capelão, como dizem por lá. Um homem de uns 71 anos, humildemente, dizer isso para a filha de uns 17. A verdade é que quando alguém desencarna, quando há amor, a alma dela continua com a gente nos nossos corações.
E bom, eu já fiz um experimento místico e testei, por acaso, a energia do meu pai também. Ele carregava numa corrente de ouro um pingente de esmeralda, que parece ser uma pedra boa para quem é do signo dele, e como ele era um tanto romântico para além do ponderável, comprou um pingente de esmeralda igualzinho para minha mãe. Tal combinação, um casal que compartilhe, cada um, do uso de uma esmeralda em comum, significa “amor fiel”. Minha mãe nunca a vi usando a dela. O meu pai, sim, desde criança até o fim da vida.
Pois bem, numa oração, comecei a sentir uma vibração estranha na mão que segurava a pedra. O chacra da mão esquerda ativou e senti uma bolinha de aura verde que se desprendeu do pingente e entrou em mim até chegar ao coração. Fiquei feliz e comecei a usá-la mais vezes para aproveitar a energia do meu pai ao meu favor. hehe
Fiel eu nem sempre fui com meus ex-namorados. De 5, traí 2, e o último preferiria que eu o tivesse traído do que a vingança que cumpri. Ele ficou bastante, bastante mesmo traumatizado, prometendo a si mesmo que ficaria uns 7 anos sem namorar até ser capaz de oferecer responsabilidade afetiva e de realizar a si mesmo para ser por inteiro, e não pela metade, num relacionamento. Não adiantava ser amado sem, antes, amar a si próprio. Amar-se para, depois, amar o próximo como a ele mesmo.
Quando ele terminou comigo, ele não esperava que ele seria a primeira pessoa a saber, bem de manhãzinha, da transa que tive com um cara que ele chegou a suspeitar do interesse do outro por mim, mesmo eu, realmente, não notando na época, e contar detalhe por detalhe, aumentando muita coisa, do lance sexual. Melhor presente de Natal para destruir o ego de um leonino para compensar o Carnaval dele.
Bêbado demais, levou foi fora de uma esqueleto, apelido que dei para a guria que ele manteve a amizade esquisita por meses, após as cinzas, para meter pau no namoro comigo, compartilhar ansiedades com ela porque achava vergonhoso um universitário demonstrar fraqueza para a namorada bacharel, e ficar, mentirosamente, a elogiando a tal ponto que a idiota alimentava um amor platônico por ele, mesmo eu lendo a conversa de cabo a rabo que ele recusava as investidas dela.
Lógico, ele sempre curtiu mulher mais cheinha pelo vício em bunda e seios fartos, fora que não a admirava, só tinha pena dela, mas gostava de ser admirado por ela. Foi para foliar, tentou me trair, ficou todo fodido. Ou não. hahaha! Acho é pouco. Deletei o número dela ainda e ele ficou sem força de procurá-la após a carnificina espiritual que ele buscou para si.
O que eu quero ilustrar com tudo isso? Que os erros que cometi eu os fiz porque eu quis. Não me arrependo de nada, absolutamente, nada do que fiz. Não posso colocar a culpa em ninguém, nem no PT, nem no Carlos Eugênio, pelas escolhas feitas. Hoje, a história é diferente. Perdoei-me por reagir a dor, em consequência do amor que sentia pelo meu ex, sem estar atraída por outro. Afinal, a repetição leva a repetição.  
Se ele não tivesse errado com minha mãe, eu nem nasceria... Ela não teria vivido o lindo amor de férias de julho de 89 dela. Ele que sempre quis ter uma filha... Não sei se isso é um elogio ou xingamento, mas todos dizem que sou a cara dele. Desde muito pequena, antes de aprender a decorar as datas importantes da História e esquecê-las assim que tirasse 10 na prova, quando via mulheres pobres e abandonadas grávidas, eu achava a coisa mais abominável da face da Terra. Pensava o quanto era difícil para um bebê sobreviver sem maior proteção financeira, afetiva, paternal. Sem saber por 17 anos que quase passei por isso.
Quis destrui-lo e isso me destruía. Um erro. Sem a existência dele, eu também não existiria. Talvez isso explique, espiritualmente, porque eu sou a única das dezenas de netos que herdou diabetes da minha avó paternal. Um fio de cabelo me machucava a partir de sua origem, no couro. Ela tentou se comunicar, agudamente, comigo aos 17. Falei para meu pai, vivo na época, sobre o fato. Resolvi arrancar o único fio de dor aguda. Eu e meu pai rimos para depois rimos de novo ao assistir Pica-Pau. Coincidentemente, uma semana depois minha mãe me informou que a mãe de Carlos Eugênio tinha falecido. Ela morreu sem me conhecer.
O que amo, me mata. Doces. Amor abnegado.
Eis o acerto de contas. Um prego na cruz por todo perdão de cada pecado que volta a ser repetido. Mas não é Jesus o crucificado, oras, já estamos no Juízo Final! rs Quem eles querem ainda enganar? A si mesmos? O reino de Deus está dentro de nós, mas diante a culpa, a frustração, a inveja, o vazio e tantas outras mazelas interiores, a maioria está se condenando ad eternum por sua própria consciência e risco...  
 
<< Sugestão musical que Carlos lembra da época que nasci: 
Nenhum de Nós – O Astronauta de Mármore >>




domingo, 4 de fevereiro de 2018

Pedra estrela e a luz que habita em nós, se houver

Naturalmente, de um azul muito escuro, quase negro, e com pontos brilhantes espalhados por toda ela como se fosse uma mágica noite estrelada, a pedra estrela, reza a lenda, era usada no Antigo Egito nos rituais religiosos, pois acreditava-se que ela era capaz de fazer o homem "enxergar a verdade para além do visível". Boa também para, quem a usa, concretizar seus maiores e profundos desejos e sonhos. Estimula a fé e nos momentos nublados de grande escuridão, no faz lembrar que sempre há luz no fim do túnel mesmo que seja o poço da Samara Morgan, pelo que eu li nas fontes do Google.

O mito não para por aí. Sendo assim, os faraós e sacerdotes, quando desencarnavam, tinham sobre seus olhos fechados pó da referida formação rochosa para sempre enxergarem a luz e se conduzirem aos portais dos planos superiores. Se fossem tão burros quanto eu, deixariam a vida boa e perfeita da elite espiritual, para reencarnarem, de novo, na Terra. Faz parte do plano. Faz parte do meu show.

Comprei a minha primeira pedra estrela aos 16, após gastar bem o latim com meu pai taurino, seguro pakas, rs, para me liberar a grana para meu investimento estético-espiritual. Isso foi em 2006. Toda aquela história oral foi contada a partir do storytelling de um cigano chileno. Somente alguns anos depois, descobri que ele me vendeu lebre por gato, chamando-a Sun Stone ou, traduzindo com aquele português carregado no sotaque hispânico, pedra do Sol. Logo um mineral que parece noite de estrelas... 12 anos depois, até hoje tenho o artefato, intacto, em perfeito estado.

Em julho de 2016, lá vamos nós, em São Paulo, fazendo meu curso de Telejornalismo, no Senac da Lapa Scipião, comprei mais 2 pingentes de pedra estrela na Avenida Paulista, num domingo de passeata patriótica, nacionalista, hipócrita. V* queria muito ter uma, mas estava sem grana na hora. Para ver a banda passar, cantando coisas de amor, virou um totem nosso. O meu rachou, de tirar lasca, em dezembro do ano passado, mas dá para usar ainda já que não quebrou no meio.

Tínhamos um grupo no Whats, "O lado bbk da força". O "bbk", traduzindo = babaca, era uma gíria grupal, que eu, particularmente, não conseguia teclar por achar isso muito babaca, rs. Mas aproveitei para o título junto a hype nerd, mesmo nem gostando tanto assim, a ponto de perder tempo com maratona, de Star Wars.

Éramos 6 integrantes e uma foto do meu irmão no perfil, uma montagem tosca que fiz dele como Yoda para ele ficar, visualmente, tosco. Acho que isso falhou miseravelmente, pois a cada 10 menções de nomes masculinos, 11 eram do meu irmão. Muita falta de bom gosto ou tara de papa anjo. Nunca saberei. rs

Pensando na coletividade, no bem comum, ainda em São Paulo, comprei mais 4 pedras estrelas, de procedência de Minas Gerais, como me afirmava o vendedor. No total, torrei 70 reais, sabendo também do valor 7 na numerologia, tão citado na Bíblia. Consegui presentear K* e C*. K* e H*, infelizmente, não. Em 2017, ainda prometi uma para R*, com post e tudo, no aniversário dela; carreguei-a por 3 meses na bolsa para entregar e a promessa nunca concretizou para ela. Dizem que não é a gente que escolhe a pedra, mas a pedra quem escolhe o dono. A hora da verdade.

Desde o princípio nas entrelinhas, prints, conversinhas, fofocas em off, indiretas, mentiras, inveja, cobiça, mais uns 4 pecados capitais, brigas sanguíneas e sanguinárias por conta de homem compromissado seriamente, atraso de vida que eu não presenciei, já que fiquei sem Whats por umas 2 semanas naqueles dias... Resumindo: tretas reais e virtuais de 2016.

O circo pegou fogo com o Comediante dentro quando C* pediu para eu ser cúmplice de uma mentira para que K* fosse prejudicada maldosamente, já que eu quis adjetivar a consequência da ação de baixíssimo nível espiritual, abortada com toda a razão, para eu cometer um pleonasmo justificado pela hipérbole. Nessa categoria, sem modéstia parte, eu sou a melhor incendiária atômica. Sim, quando dá ruim, eu sou uma monstro de monstros. Ou caçadora de vampiros para usar as referências da moda hollywoodiana. Mesmo que os espíritas reprovem meu estilo, falam que o certo é encaminhar o espírito para a luz, eu gosto mesmo é de desintegrar as trevas até que virem pequenos pontos de luz. Pois há certos casos que o certo se torna errado, logo, “menos” com “menos” é “mais”.

Matemática que testei, empiricamente, no meu treinamento provatório e, enfim, no fim ficar rindo por último. Desarmei a arapuca ali mesmo, polêmica, dando close errado na frente de toda a tribo. Fui a primeira a pular fora daquele barco sem rumo, sem sentido, estagnado que afundou por inércia. A primeira vez que saí daquela egrégora por ser, afirmativamente, mais que “seje menas”.

Teve um preço que, olhando de onde estou agora, me faz lembrar de um trecho de uma música dos Engenheiros do Hawaii: "Se eu soubesse antes o que sei agora, erraria tudo exatamente igual". Fui xingada aos montes porque, "coitadinha" da C*, ela estava sentindo a imagem dela prejudicada, como ela falou mesmo? "O que eu fiz vai me fazer parecer com que todas me vejam como uma bruxa megera."

Ah, eu não tive paciência para dizer que a imagem fake dela pouco me importava, pois mais valia que nenhuma de nós fosse prejudicada por capricho e maldade de uma egoísta e invejosa até do afeto que a irmã mais nova recebia de todas nós do grupo. Só porque K* não estava dançando conforme a música do tambor de manipulação barata. Isso é o que a irmã de C*, V*, disse em SP, com o S2 aberto. Deveria ter suspeitado desde o princípio...

Repeti de ano na escola cármica porque, 2 meses depois de ter deixado o barco afundado, tive um sonho horrível na madrugada de outubro, um espírito negro envolvido por uma aura vermelha feito sangue, nojento, cheio de ódio e violência, me atacou dormindo. Dormindo eu sou ainda mais sem compaixão com o que se apresenta, sem máscaras, como mal.

Lá meu eu lírico é uma samurai de olhos sagazes, precisos e imprecisos, de um violeta tão belo e surreal que envergonharia qualquer flor violeta deste plano físico, camuflados no castanho que já foi preto como jabuticaba na infância. Nas mãos, duas espadas, estilo Musashi. Uma vermelha, o yin, e outra azul, o yang. Já destroçando aquela abominável manifestação sem piedade, consegui acessar meu inconsciente conscientemente e detectar que aquele espírito obsessor era um encarnado.

- Quem é você?
- Mari, sou eu! Me ajuda...

Ouvi o timbre de C* me chamando do limbo e sua mão tocando meu ombro direito de tal forma que aquela sujeira espiritual, negra e vermelha, ficou vibrando o dia todo no meu ombro, mesmo quando anoiteceu. Medi a glicose, estava péssima, mais de 400. Comentei a aflição para meu namorado na época, que eu ainda não sabia que ele era místico por causa de sua espiritualidade enrustida. Não o condeno, ele já nasceu de mãe virgem, e se mostrar que tem algum poder de curar totalmente alguém com as mãos, fazendo luvinha de chackras, é capaz que crucifiquem alguém com o arquétipo dele de novo sem nem ele conseguir a conclusão do curso de Direito, na PUC, e subir mais um degrau para a concretização da missão de ser juiz.

Era sábado. Interrompemos nossa sagrada maratona de Death Note e Mirai Nikki para viajarmos até a casa das irmãs e amigas. Sem Jesus na causa, não me atenderam. Fui para a casa de outra amiga por ali nas cercanias e contei o motivo da minha presença. A tia, evangélica a sério, ficou apavorada com o que eu informava, pois, exatamente, no mesmo momento em que eu sonhava, por coincidência/sincronicidade, acontecera um pesadelo na casa das panetones. Briga violenta. O pivô, descobri mais adiante, o homem compromissado seriamente.

Ouvi os gritos, não poderia ignorar o pedido de ajuda, o copo de luz para quem tem sede. Voltei à estaca zero emocional-afetiva. Em dezembro de 2016, o namorado terminou comigo, porque tinha fé que o ditado “Diga com quem tu andas” era verdade absoluta, sendo assim, ele dizia que eu era infiel, RBD e desocupada, mesmo fazendo duas especializações ao mesmo tempo, escrevendo e participando ativamente de eventos literários, fiel mesmo descobrindo as merdas dele no Carnaval. Parou de me chamar de coxinha, reacionária, elitista quando parou de ser um mortadela ignorante formado por leituras de páginas de Facebook para estudar e ler livros de política. Virou um liberal e por ver que não existe liberalismo no Brasil na essência, após outra metamorfose ambulante, tornou-se um social democrata.

Sem aprender a aguda lição cármica, a tendência é repeti-la. Sem sinal, sem comunicação. Ruído 24h por dia. Uma queimadura se formou na mão direita feito bolha, ardida, do nada, após a imposição da mão para purificar um presente ignorado pelo tempo, distância e desinteresse purgante. Um vulto todo, todo negro fora de casa, indo em direção à rua após orar e fazer um limpa mental, uma a uma, de todas as gurias da egrégora negativa e pesada da qual eu não era, definitivamente, mais membro. Igual mudança de operadora. Página virada. Gratidão pelo passado ressignificado pelo hoje.

Hoje, pleno 2018, ano regido na numerologia pelo número mestre 11, fazendo um balanço geral desse treinamento bbk metal core no 13, o saldo é positivo. Novo começo. Novas linhas de futuro. Criação de uma nova escrita. Uma amiga taurina no Natal, um presente que Deus colocou na minha vida e nela está presente. E do grupo das 6, que na verdade era 4, e agregadas rotativas a cada nova roleta russa, apenas uma capricorniana abençoada se mantém ainda amiga, logo quem não sei ser presente como eu gostaria de ser pelo quadro atual de baixa concentração de vitamina D no organismo e chamamento. Por coincidência, atualmente, só tenho amigas escritoras ainda não publicadas. A ariana com síndrome de Benjamin Button é quem quero ser quando for capaz de dar a luz. Tudo é uma questão de espaço e tempo que a lógica cronológica terrestre não compreende nem 3%.

E se você soubesse antes, o que sabe agora, faria tudo exatamente igual? A cada 10.000 pessoas, 10.000 destinos ambulantes, que entrevisto com esta pergunta, apenas uma costuma fugir da margem da normalidade padrão da sociedade, que é a frustração consigo mesmo de ser quem é. A resposta é: sim ou não. “Sim” e “Não” são escolas diferentes de magia, depende da opção e habilidade da cabeça do usuário do chapéu da sabedoria.

A escolha é sua.

Escrito em 4 de fevereiro de 2018, às 12:18

<< Sugestão musical: Linkin Park – The Catalyst >>



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Estilingada no Instingato

Achou que bastava encarar
(olhos estranhos e coloridos)
que a sereia estaria pescada
e não fazer mais nada?

Tweet, tweet.
Rizomaticamente
Verdade seja dita
e a rede rasgada:
Essa isca só fisga
cabeças de pomba,
bicos predadores.
Caem matando todos, qualquer um
Basta ter um elemento X ou Y.
Um passarinho violeta quem tuitou.

Narciso, encare os estilhaços do espelho
que quebrei da tela de seu celular.
Sem mais selfie, com puta dor
Seja sincero na reflexão
Olhando para o pó brilhante
que iremos nos tornar um dia
o que você viu em mim
para se tocar e cair em si mesmo?

Foi o toque musical da minha pele?
O design ergonômico do meu corpo?
Cor da capa? Memória de alto desempenho?
Nesse foi, eu já fui.

Não, não foi assim.
Se fosse não seríamos
tão assim, sabe, a sério.
Ou quase.

Tanto tempo ficamos.
Espírito santo
no gozo, no gosto de
liberdade
expansividade
para ser mais que os limites
oxigenados no carbono.

Lá fora, lá no exterior
é que é melhor.
Papagaios propagandeiam.
Enquanto no interior,
(na)moramos um no outro.

Tanto tempo acertado
para quando instigado
perder o prazo
vencer a validade
de ser instigante.

A paixão é fogo!
Queima se bem alimentado.
Quem banca o desinteressado
torna-se obsolescência programada.

O barquinho vai,
a tardinha cai.
Depois de tanto ai, ai, ai
que cantei, cantei
consertado ficou. Uou!
O barquinho vai,
porque para mim não dá mais.
Bye, bye.

O que ainda anda esperando?
Voe, voe. Evoé!

A pedra acertou o gato
parado de preguiçoso na escada.
Gambiarra mequetrefe, hein, cupido!


*Imagem por: Irene Sheri - Autumn Wind


sábado, 27 de janeiro de 2018

Bonitinho e ordinário

- Você sabe, nós somos perfeitos, formaríamos um casal incrível!

(Abro parênteses para o pensamento: Rapaz, mal sabe a ojeriza que já tenho pela palavra “incrível”. Mais um... E que idiotice é essa? Perfeitos? Falta muito para eu evoluir em Deus Super Saiyajin! rs Caralho, não acredito que você se ache tanto por conta de um livro seu ser também comercializado em Portugal e outros países de língua portuguesa... Ou as quase 100 mil pessoas em sua página... Ou a boa herança deixada por seus pais... Ou essa sua beleza que te entendia desde criança... Mas que você usou para se “vingar” das gurias “superficiais” a ponto de “gargalhar”, lembra do que andou me confessando?

“Gargalhar” em deixá-las sem chão por conta de uns truques afetivos também superficiais, como ficar dizendo “eu te amo” por pura diversão e displicência. Não me poupou nem os números, que eu nem perguntei... 200... Umas duzentas mulheres... E ainda me culpa por ter sido esse número por não ter me conhecido antes!

Aff, e eu que só queria ficar trocando ideia sobre alquimia, chacras, reiki, planos astrais, vidas passadas, olha que fim do poço chegamos! É hora da Samara Morgan dar um “olar”, babaca. Pelo menos, aprendi a abrir mais um chacra. Gratidão. rs)

- Ah, é? Eu sei?
- Vamos, Mari, por favor, sem falsa modéstia. Você além de linda, é meiga, inteligente, tem conteúdo próprio, e apesar de gastar suas energias com uns despropósitos e não investir melhor em si mesma, ainda tem uma alta vibração espiritual. Percebe? Você tem o nível ideal para estar ao meu lado.
- Querido frater, estou terminando de me arrumar para um evento noturno e fico agradecida pelos gentis elogios. Eu posso lhe compartilhar uma música eletrônica que sinto, profundamente, que combina com suas palavras?
- Sim, por favor, tenho prazer em ouvir tudo que provém de seu mundo interior.

Compartilho: Mindless Self Indulgence – Witness
https://www.youtube.com/watch?v=S-9QJuhXmI8

E, assim, fui excluída instantaneamente. Mais um contribuindo para o voto de castidade 2018. #HappyEnd

P.S.: Deus, enquanto as provações vão chegando ao fim, por favor, deixe no esquema um bom darma para eu saborear e compartilhar com os brothers firmeza. Feshow, é toys! XD

Imagem por: Jean Beraud - The Drinkers

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

No ritmo da vida,


vou bailando com o som
que bate em meu coração.

É este lugar vibrante
que eu conheço
e não me reconheço.

Pois, às vezes,
sou estrangeira
do meu Eu.

Bom, sem pular faixas,
tenho que seguir em frente,
sempre
determinada
como sempre fiz.

E, assim,
a música dentro de mim
canta o espírito da verdade,
a grandeza do ser
e a beleza do viver
no silêncio dos olhos.

O caminho, tocando vou.


25 de janeiro de 2013, às 03:56


Imagem por: Irene Sheri