segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

TROJAN


Trotando, sigo trotando
O caminho está à frente
em cada passo firmado
Continue, sempre enfrente

Estadia, estágio, o que for
O inferno é preciso
Esteja hábil, por favor.
Para chegar ao paraíso

Cavalo de Tróia
Rumo à vitória!
Cavalo de Tróia
Rumo à vitória!

Sem se sabotar

Deixe a guerra desejada
À moda mitológica
E seja o ponto de virada
Para a paz estratégica

Rumo à vitória
O amor nos espera!
Rumo à vitória
O amor nos espera!

Sem se sabotar

domingo, 13 de novembro de 2016

Humano pós-moderno



Troca
Encontro por conectividade
Viagem por navegação
Vivência por foto digital
Intimidade por compartilhamento com seguidores

Assim
O pitaco de boteco vira opinião de especialista
A luta ideológica vira posicionamento textual
O debate, uma gritaria autista
E os amigos indicativo quantitativo de popularidade

A quem importa? Quem se exporta?
A vida privada é realmente privada.

(Aí, toma meu like...)

Marielle Alves account's is desatived. Her big data was arquived in any cloud. Free system. 


15:31
9/11/2016

*Ilustração: Jean Jullien

Amor, aquele analfabeto


"A todo amor que já morreu, flores."
(Marielle Alves)


Te amar é um movimento involuntário constante
E nada pode apagar este meu sentir
A não ser a falta de vida, somente.

13:58
9/11/2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

No céu de New Horizont


Folha samba cidade
no segundo céu lá lançada.
Bússola balança vibrante
o belo horizonte.

Poesia faz a felicidade
com mil letras dobradas.
É tão leve, suave a sensação.
Vai rasgar e abrir verão.

Sonho do seu segundo
lá no amanhã amanhecido.
Lar do amanhã, amanhecidos
Sonhos do nosso segundo.

Voo quente, doce luau
e poesia sem ponto final

......................................................................................................


AI-CAIS NO CÉU DE NEW HORIZONT (2ª versão)

Lá lançada
folha samba cidade
No segundo céu

Vibrante, belo
a bússola balança
O horizonte

Letras dobradas
fazem felicidade
Poesia mil

Tão leve, suave
a sensação vai rasgar
E abrir verão

Lá no amanhã
sonho do seu segundo
Amanhecido

Amanhecidos
sonhos do seu segundo
Lar do amanhã

Luau e poesia
voo quente, doce, breve
sem ponto final

Felicidade
com mil letras dobradas
faz a poesia

Recanto de pequis, ipês e sons


É da sua escuridão que brota a luz.
O corpo que a si próprio conduz, compreende-se.
Conhece a si mesmo.
Nasce como tal.

Lá no céu do Ser-tão,
o silêncio pede chão.
O seu tesouro de ouro é sal
que cai, sai do Sol.

Matas bronzeadas.
Lua e estrelas prateadas.
Interior aberto.
Porteira Cristal.

No centro concentra-se o verde-louro.
Grande chama, arco íris,
risos e rios doces, 
água que vira fogo,
água dourada com gás
que passarinho não bebe.
Goiás.

As nuvens do trem


Olhe de olhos bem fechados.
Está em branco todo o poema.

Debatendo, rebatendo,
Rebentando, arrebentando.
Entre vida e alegria
brotou a poesia.

Felicidade interior
germina de toda a cor.
Seja o que flor,
Semeie amor.

Lentamente, uma semente
penetrou na mente.
A planta nutriu-se de todos
os sons, signos e sentidos.

Ela e ele, ele ou ela.
O elo de sul, norte, de Sol, noite.
O selo da real conexão.
De mãos em mãos,
Somos todos irmãos.
Tempo, tempo, tempo...

Bem-me-quer, mal-me-quer
Daquelas belas pétalas
o silêncio do despertar.

Páscoa, paz, paz, páscoa
Se eu perder esse trem,
tem outro amanhã de manhã.

Duas linhas


Linha principal. A superfície para transitar entre os pontos. Já liguei todos eles neste meio tempo. Minhas mãos suam com frieza, enquanto camaradas abraçam a fraternidade entre seus iguais. Ando sozinha.

Participei ontem da burocracia festiva por cortesia, para manter a graça fundamental da peça que tem que continuar. Show business. É o preço banal e suportável a se pagar para estar dentro da sociedade e não à margem numa clínica psiquiátrica.

Os da superfície percebem um corpo feminino voluptuoso vermelho. Uma mera atração sexual. Um objeto culpado pelo tesão de outros. Vão se ferrar. É a mensagem que transmito ao encarar esses animais. E eles me obedecem roendo ossos descartáveis. Só perdedores sentem atraídos em gozar num objeto que despreza o sujeito e se repugna pelo desejo dele.

Ando intacta. Meu amante pega com suas mãos quentes as minhas. Sou o meio dele de Amor. Enquanto ele é o meu fim. A felicidade é inútil como qualquer outra Arte.

Des(vendado)


As coisas que podem ser mudadas, eu mudo. As coisas que não podem ser mudadas, mudo-me. E, desta forma, tudo se transforma.

Certezas universais


Filmei um buraco negro no vácuo do meu jardim secreto. Resultado da soma das emoções negativas mal processadas e armazenadas. Professor Nitinho já dizia que só os tolos são convictos, portanto, destruí meu recipiente de verdades convictas e invictas. Esvaziei-me delas por estarem grandes demais nas minhas sensibilidades e apertando-me a razão.

Bomba atômica para certezas que me erravam por dentro, certas sensibilidades foram desintegralizadas como efeito colateral. Os neurônios espelhos, responsáveis por refletir o sentir do outro, refletiam nada além do meu sofrimento no outro. Crenças mortas, sensações mortais, morrer assim dói demais. Reconstruir novas bases para a existência do ego fez surgir um novo Eu idílico. Desconstruir-se é hiroshimástico e nagazakastivo. Uma detonação dos nossos sonhos por alguém que amamos muito. E eu me amo muito, mas sofri os próprios pensamentos.

Cada nova neuroquímica construiu uma nova forma de usar a razão e a emoção, reformando a física cerebral. Transformei-me. Sofri uma boa, verdadeira e bela transformação. Caminhei em um só tempo três dimensões das janelas abertas à cognição sensível dos budas. Depois dos cacos, depois do caos, a bondade, a verdade e a beleza se expandiram demais para permanecerem na antiga forma. As três molduras que recortavam cada uma um pedaço do mesmo quadro perderam os próprios limites que os delimitavam em três perspectivas diferentes. A trilogia tornou-se antologia. Os três poderes se uniram em união. A divina trindade se consubstanciou em unidade. O trigo se transubstanciou em pão integral. O vinho trivial se viabilizou em milagre de sentido único que se vive somente uma vez.

Sou consciente disso. Eu te disse. Sou consciência disso tudo.

E sobre esse oceano sem fim



Você perdeu o ar,
mergulhando nas profundezas do meu ser.
Tarde demais para voltar à superfície.

A água que agora lhe afoga
é a mesma que lhe afaga.
A beleza que agora lhe trai
é a mesma que lhe atrai.

Não se preocupe mais
com o inevitável e imprevisível.
Uma alma elevada
teve antes que estar em queda.

Você achou o amor,
mergulhando nas profundezas do meu ser.
Tarde demais para voltar à superfície.

Ei, recupere logo o fôlego!
Você achou o amor.
Esse oceano sem fim...

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Alucinógena


Esperando o fim como esperança
de um novo recomeço, de novo
E na luta clássica contra o capital
Comprou Amor em sexo oral
Revolução em sua droga ilegal
Do pó ao pó.


Eis o eterno retorno, wanderlust!
Dançou um bigodudo
com sua cerveja Skol na mão
cheio de vontade de potência
ou era apenas tesão?
Grande alquimia, sabedoria revelada
A cobra comeu a própria cauda.

Mudei, isto não estava alterado,
Baby
As coisas que podem ser mudadas
Eu mudo
As coisas que não podem ser mudadas
Mudo-me
E, desta forma, existência temporária,
tudo se transforma.

Mas você continua sempre mudo 
nessa sua ladainha fanha todo santo dia... 
De nenhuma “tioria” 
De nenhuma fantasia 
Sem sonhos matinais 
Coisas orientais, romances astrais 
ridiculariza como idiotice típica dos banais 
Na prática, troca melodia por notícias policiais 
Problematiza até a adolescência 
Só quer saber de obviedades reais...

Chega, isso não me interessa mais! 
Sério, abstinência de pura poesia
pra usuária consciente é demais
Bye, bye, sua besta, até nunca mais.

sábado, 23 de julho de 2016

Voz do meu coração


O chamado me move.
Convocado para a ação,
pelo amor que me absorve:
Fazer o bem por vocação.

Juntos podemos tanto.
Nós juntos podemos.  
Sonho mãos em mãos,
Somos todos irmãos.

É a voz do meu coração.
Core, core, core.
É a voz do meu coração.
Corre, corre, corre...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Dança livre


Foi marcado o encontro.
Encontro aqui meus passos.
Desencontro que passo
para me buscar no outro.

Para me buscar no outro.
Encontro aqui meus passos.
Desencontro que passo,
foi marcado o encontro.

O encontro foi marcado.
Passo que desencontro.
Para me buscar no outro,
encontro-me passado.

O vigor do desejo,
o fulgor do teu beijo,
eterniza a flor da mocidade.
Por isso, amor, intensidade!

Saboreie hoje o momento,
jovem de qualquer idade.
O presente de tudo é feito
na liberdade de amar.

A vida passa assim.
A vida passa assim.
Assim, a vida dança.
Assim, a vida dança.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Perda vitoriosa


Foi dado o abraço apertado
guardado e aguardado há anos.
E toda aquela sensação molhada
desconfortável passou.
Fiquei sequinha em folha.

Amei você sempre em pensamento,
é verdade.
E a grandeza do seu ego
acabou com meu pensamento.

Agora quando te vejo, não te enxergo.
Escuto, mas não te ouço.
Toco, mas não te sinto.
Era para ser sintoma de paixão,
mas é a mais pura e verdadeira indiferença.

Ontem queria ser mulher o suficiente para você.
Hoje você não é homem o suficiente para mim.

Queria fazer meu corpo e alma sentir
cada gota de amor romper, irromper, corromper
todo o campo das minhas ideias.
Aí, os dados que lancei no jogo
inverteram minha sorte.
Azar o seu. rs

BIONANOTECNOPOESIA

LUTO

Meus sentimentos.

ARROGANTE

Arrgh.
Arrote sua ideia
Arrogante.

REALIDADE DA EXPECTATIVA

Ele declarou o que sentia.
Ela declarou o que sentia.
A felicidade nada a declarar.

ARREPENDIMENTO

Era pouco e se acabou.

BEM-CASADO

Sem beijinho, nem bombom. Acabou tudo.

SALDO NEGATIVO

0 (zero) killers. OK.

MESTRE

O Amor sempre nos ensina. Mesmo quando falta.

PALAVRAS FINAIS

Ah cansei. Eu vou ler meus livros... e tchau.

E O SHOW TEM QUE CONTINUAR

Song 2.
 


ALEA JACTA EST

...

Ariel


Acordei para este mundo de novo
e você ainda não está aqui...
Quantas vezes terei que viver este sonho
até que tudo se torne verdadeiramente real?

Aceitei a lógica operacional dessas nuvens
Imprevisíveis, os tempos são outros.

Sei que alguém transformou água em vinho,
mesmo assim, todo aquele vermelho derramado não foi o suficiente.
E a cada gota ofertada aos deuses, uma rosa desabrochou.
A essência de cada ser humano, apenas cinzas.
Estou queimando violentamente, eu sei e isso dói.

A violeta mensagem já foi dada, não há mais nada a fazer.
Qual é a verdade que habita em seu coração?
Somente isso pode te iluminar na solidão.

As armas da libertação já foram forjadas.
Fogo, martelo e aço.
A salvação que temos para hoje sempre nos mata.

Puro, púrpuro puro.
O Sol canta, no início e no final de tudo, uma mesma canção.
A pele se aquece, mas não se esquece.

Mil e uma atrocidades genocidas cometidas.
Todos inocentes como bruxas nas chamas da purificação.
A História, eterna desculpa.
Não sabem o que fazem.

Fodam-se.
Não há perdão para a falta de amor no mundo.
Por isso, estou aqui te esperando no horário de sempre.

O que sinto não é da sua conta


Algo guardado no meu peito foi roubado. Está um vazio. Estranho. Era algo tão valioso, lindo e caro o que eu tinha para presenteá-lo. Estava lá o tempo todo, mas, puft!, agora não está mais aqui. Você me deu tantas raridades de forma gratuita, só queria ser recíproca. A dívida acabou, mesmo eu possuindo, agora, toda a riqueza semântica. Eu, realmente, queria te pagar por tudo o que você me fez. Poesia por poesia. Mas a atual condição abusiva e exploratória de pagamento me deu o direito de não sentir mais nada por você. Nada sinto, nada oferto. Devo muito a você, só que os créditos estão todos contigo. Eu, mesmo nada lucrando com isso, confesso que ainda gostaria de ter aquilo guardado no peito. Depositei tantas expectativas. Só que, no jogo dos pesos, as medidas não são mais as mesmas. Outras cotações, outros valores. Se não tenho mais aquilo que me foi retirado, todo o peso dos metais preciosos não ditos saíram da minha boca. Sem mais nenhum arrependimento, descanso em paz. Comprei a salvação às custas da minha própria vida. Melhor investimento que poderia ter feito. A sustentabilidade dessa conta toda é a leveza da alma. Com o espírito livre, vivo sem economias.

domingo, 1 de maio de 2016

Ideal rompante



A porta está aberta. Recebi o diploma pelo mestre. Agora é ir além.



sexta-feira, 18 de março de 2016

Poema contemporâneo pelos dedos de David Moura




Para compreendermos o que caracteriza o poema contemporâneo, o poeta de Recife David Moura nada contra a corrente. Ele declara, para começo de conversa, que seu poema não tem temática contemporânea, pois considera “a contemporaneidade demasiado volátil”. Quanto à escrita em versos dos seus escritos, justifica esse recurso “justamente pela plástica da linguagem, pelo poder da síntese das expressões”.

O técnico saneador de vias públicas acredita também que a linguagem usada em seus escritos dialoga com o leitor contemporâneo: “por eu estar vivo, não? Mas não é o meu objetivo. Eu não escrevo para agradar a ninguém. Se eu tiver dois leitores fiéis, já me sinto feliz”. E finaliza: “Eu busco sempre dar meu sangue, minha alma, nas coisas que faço. Então, se não sentem emoção, é mais complicado, porque o problema já não é mais comigo... Eu escolho palavra por palavra, trabalho expressão por expressão por meses e meses. Creio que cada palavra tem seu peso, sua sonoridade, seu sentido. E meu instrumento de trabalho são as palavras”.

terça-feira, 15 de março de 2016

Poema contemporâneo pelos dedos de Radyr Gonçalves*



Tudo no universo da poesia é tão relativo... Mas vejo meus escritos como algo bem contemporâneo, embora, haja quem diga que não. Busco abordar o cotidiano que nos cerca de uma forma prática, leve, buscando ser conciso, embora na maioria das vezes, eu não consiga expressar isso em dois, três versos... (Acredito que o sujeito tem que ser um gênio para expor uma ideia em três frases e fazer disso poema).
 
Meus poemas são escritos em versos – porque busca ser poesia, o que, às vezes, é difícil. Se escrito de outra forma, meus escritos perderiam o sentido, por não ser prosa poética e ter constantes quebras... 

Creio que na maioria das vezes me faço compreender, mas dentro deste campo tudo é relativo... Já me disseram ironicamente: “Por que você não escreve poesia?”. 

Poesia é algo relativo. A questão da emoção é relativa. Tem gente que acha ótimo e sente um poema, tem gente que não. Eu mesmo, a maioria dos poemas que gosto, são de poetas não famosos... Tem muitos poetas famosos bons, mas tem muitos ruins, muito mesmo. No entanto, para milhares esses poetas que eu acho ruins, até péssimos, passam a emoção que eu não consigo sentir.
É relativo. 

O ser contemporâneo – também é relativo, porque a poesia é atemporal. A poesia ricocheteia entre o passado, o presente e o futuro.

Escurece o claro e acende o escuro. É absurda. E o que é absurdo não tem explicação lógica. O que seria ser contemporâneo é que é a grande pergunta...


*Radyr é poeta de Natal, locutor e trabalha como freelancer na produção de comerciais radiofônicos.

Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/radyrgoncalves10
Site: http://www.revistadeouro.com.br/

segunda-feira, 14 de março de 2016

O segredo do texto em formato de poema




Você poderia...
estar narrando
estar descrevendo
estar filosofando
estar argumentando
estar ironizando
estar calculando
Você poderia...
Ser o que não é?
Ser o quê? Não é?
Você poderia...
Estar em outro lugar?

quinta-feira, 10 de março de 2016

A solidão alheia pede respeito





Sabe aquele trecho da música “Quase sem querer” do Legião Urbana: “às vezes o que eu vejo quase ninguém vê”? Bom, é bem isso que a gente enxerga ao se deparar com a poesia do mais goiano que muito goiano, Kaio Bruno Dias, no seu mais recente livro lançado “Respeite a solidão alheia”. Ele tem a capacidade de nos fazer perceber coisas que a gente, insensivelmente, não nota em nossas vidas cotidianas.  

Com simplicidade e uma linguagem contemporânea despretensiosa, que representa o nosso jeito coloquial de expressar nossas ideias, a obra nos diz a partir de uma perspectiva intimista, introspectiva e também extrospectiva sobre temas que estão divididos em nove partes relacionadas à solidão, amor, frustrações, perda de um ônibus, e tantos outros. Coisas que uma maioria já deve ter passado, passa ou passará algum dia.  

Quem nunca deixou a TV ligada para abafar o som da própria solidão? Ou ficou no Facebook, Whatsapp e tantos outros aplicativos que visam a interligação entre pessoas, mas se sentia desconectado de si mesmo, solitário no meio da multidão? Um dos poemas que se pode destacar, duramente, esta nossa realidade é esse:

“sempre que ficava só
deixava uma música tocando
para não ter a sensação
de estar sozinho.”

O livro “Respeite a solidão alheia” nos diz algo que vai além da própria solidão tão característica dos escritores ao elaborarem expressivamente seus textos. O poeta, fazendo-nos perceber nossa própria solidão enquanto leitores e nossas identificações com os escritos de algo alheio a nós, transforma sua visão literária singular em algo coletivo, compartilhado a todos os que o lerem.

Assim, por meio da Literatura, Kaio Bruno Dias nos transporta e nos sensibiliza pela busca do nosso próprio Eu. Uma busca feita por lobos e lobas solitários em que só quem passa sabe e só quem vive sente. Neste mundo contemporâneo enlouquecido, onde “nada é feito para durar” como já anunciou o sociólogo Bauman, essa tal busca por quem somos é uma atitude que pode ser encarada como corajosa diante do espelho feito pela nossa consciência. Uma procura, portanto, que deve ser respeitada por configurar-se na mais bela e pura solitude.



Kaio Bruno Dias