quinta-feira, 16 de junho de 2011

Programa de esgotamento do homem programado pelo próprio homem


Por Luiz Alberto e Marielle Sant'Ana


Um mundo de criações técnicas em meio ao tormento da tempestade
Minutos controlados por um relógio cuco, caixa preta
A visão de um homem objetivado a voar
O sonhador queria asas em suas costas
Um anjo enlouquecido

Um mundo reprogramado em olhos visionários
Máquinas cuspindo fumaça de suas engrenagens
Homens escravizados
Sujos pela fuligem da indústria
Biomas são campos de trabalho
A grande revolução

Modernidade a todo vapor
Vidas consumidas
Fábricas de órfãos
Adultos pré-moldados a partir dos 3 anos de idade
Crianças brincam de trabalhar
Aposentadoria para alguns poucos sobreviventes deste jogo
Todas as vidas submetidas à nova sensação do momento
Trabalhar até a morte

Meu mundo velho…
Existe tanta riqueza dentre suas entranhas sujas
Consumo programado, consumidor consumido pela vontade de ter
e querer sempre mais e mais e mais…

Meu mundo belo…
Que lindas fontes de águas de suas veias!
Que belas florestas de seu rosto!
Mais que crime feito em seu corpo
Violação depravada de sua natureza virtuosa
O prazer de destruir em alta relativa com o preço do petróleo
Todos nós juntos compramos isso naturalmente

Mil vidas para sua morte meu velho mundo
A criação mais perfeita já feita
Olha que lugar bonito!
Bombardeado em prol da democracia pelos criminosos mais populares
USA & CIA

Quantas pessoas inocentes neste lugar!
Mais que vontade de matar e nas cinzas retornar
BOOOOOM...
Mais que luz linda
Olha a fumaça em forma de cogumelo!
Deforma a forma deste lugar que chamamos de lar

Mocinhos lindos da mamãe América
Lindos assassinos uniformizados em defesa do comércio mundial
Volta a tempestade programada pelos funcionários do capital
O sopro da vingança revoltando o discurso de uma nação…
Humana ou robotizada?

Viva humanidade!
Viva até morrer!
É este o programa de esgotamento do homem programado pelo próprio homem.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Corpo celeste



Para meu amor, Luiz Alberto...

Guardei um velho pingente. Metade Sol. Metade Lua. A esperança de dividir um eclipse feito de escuridão com alguém tão Eu em óculos 3D. Depois de 3 mil primaveras, veria cores jamais vistas em flores. Mergulhei em seus olhos sem perceber que você fazia o mesmo com os meus. O eclipse é a mais pura luz quando tudo em mim e tudo em você se beijam para ser um só corpo celeste. Você criou seu lar em mim e eu em você. E daquele velho pingente, dividimos o infinito.  

Vídeoclipe de hoje: Florence and Machine - Cosmic Love