segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Apaguem-se as luzes

Porque quando você quer apagar o passado
Você passa o apagador por cima das marcas feitas de giz

Não estamos num terreno materialmente palpável
Mas a dica é: esqueça o passado
Se você não foi se construindo no passado é fácil sair
Esqueça Sartre também
Esqueça o que ele disse sobre ser o que nos tornamos
Pois se somos o que tornamos
Somos feitos de escolhas lá atrás
E não olhe para trás agora!
Não agora que você quer matar o pretérito da oração
É melhor assim, orar sem luz
Eu não serei o suporte para a sombra
Tenho cara de mestre por acaso?
Não espere que eu esteja na cruz
Jesus se foi, não tem salvação...
Agora, quebre os reflexos em que se espelha
Vampiros são lindos, glamourosos
Não se veem, não têm reflexo
Se você se enxergar, bom
Você tem sua própria imagem
Eu ainda acredito que talvez sim
Ego, ego, ego, ecoando, ego
Não prove quem você é para mim
Quer palmas? Assovios?
É fragilidade ter que ver aceitação
Parâmetros da sociedade demais
Ser o que não é
Usar máscaras
Máscaras são para atores
Eles querem palmas, assovios
Para as representações
Apresente-se, se for capaz.
E não olhe para trás...
Memórias? Não são só memórias

Porque quando você quer apagar o passado
Você passa o apagador por cima das pessoas feitas de lembranças
.

7 comentários:

  1. Como sempre, eu paga um pau pros seus poemas :)

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  2. Vampiros são lindos, glamourosos
    Não se veem, não têm reflexo

    opa PLÁGIOO ;)

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  3. Intertexto...rs Estilo usado pelo meu ídolo Carlos Drummond de Andrade também.

    "Ainda que falasse a língua dos anjos", trecho bíblico na música de Renato Russo. Intertexto.

    Kamilly, publica logo seu poema! =)

    Beijão para todos os amigos que estão se apresentando e acompanhando essa minha trajetória literária!

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  4. humm
    mas rola assim pedir pra pessoa assim
    pra usar suas criações
    é sempre bom =)
    qd se conhece ela

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